SE EXIMINDO DA RESPONSABILIDADE

TIRANDO O DELE: Secretário de Segurança Pública do governador Mauro Mendes tenta minimizar exoneração de segurança preso

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O secretário de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, César Augusto Roveri, afirmou na manhã desta sexta-feira (07.03) que os questionamentos sobre a exoneração do cabo da Polícia Militar Wailson Alessandro Medeiros devem ser dirigidos ao Gabinete Militar, e não à Secretaria de Segurança Pública. Wailson, que atuava como segurança do governador Mauro Mendes (União), foi preso na quinta-feira (06) durante a Operação Office Crime – A Outra Face, que investiga o assassinato do advogado Renato Nery, ocorrido em 2024.

Exoneração recorrente

Roveri explicou que exonerações no Gabinete Militar são frequentes e fazem parte do processo de seleção para o serviço de proteção de dignitários. “Tem que verificar no Gabinete Militar. Não foi somente ele, vários policiais foram exonerados em janeiro e fevereiro. Alguns se adaptam, outros não”, disse.

O secretário afirmou ainda que a exoneração de Wailson ocorreu em fevereiro, mas a publicação foi postergada devido ao feriado de Carnaval. Ele também ressaltou que, no período do assassinato de Nery, o policial atuava na Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) e não estava mais lotado no Gabinete Militar. “Ele veio para cá em janeiro e saiu em fevereiro, mas por questões do Carnaval, a exoneração acabou sendo publicada esses dias”, explicou Roveri.

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Secretário nega vazamento de informações

Roveri também negou que tenha ocorrido qualquer tipo de vazamento de informações sobre a investigação, tanto por parte do Governo quanto da Polícia Civil. Segundo ele, se houvesse vazamento, a operação teria sido prejudicada, o que não aconteceu. “Os suspeitos estão presos e as ordens judiciais foram cumpridas. Tudo que tinha que ser feito pela Polícia Civil de forma independente, autônoma e eficiente, foi feito”, declarou.

Coletiva sem perguntas

Outro questionamento direcionado ao secretário foi sobre o motivo pelo qual a Polícia Civil realizou uma entrevista coletiva sobre a operação sem permitir perguntas dos jornalistas. Roveri se limitou a dizer que nem todos os casos resolvidos pelas forças de segurança têm coletivas de imprensa. “Tivemos tantos casos resolvidos em menos de 30 ou 40 horas e não teve coletiva. Vários casos importantes não tiveram coletiva. É uma questão da equipe deles. Nós não orientamos nada, tanto que estamos aqui prestando esclarecimentos”, afirmou o secretário. (com informações VGN)

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