A sucessão de casos levou juristas e oposicionistas a avaliarem que um pedido de impeachment contra o governador pode se tornar inevitável

Crise no governo Mauro Mendes: Devolução de R$ 308 mi à Oi e esquema de consignados pressionam por impeachment

Foto: Christiano Antonucci

publicidade

O governo de Mauro Mendes (União Brasil) enfrenta sua pior crise política e jurídica desde o início do mandato, com dois escândalos simultâneos envolvendo grandes somas de dinheiro público, falta de transparência e suspeitas de favorecimento a grupos privados. De um lado, a devolução sigilosa de R$ 308 milhões à operadora Oi S.A., autorizada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e questionada pela Justiça; de outro, um esquema milionário de possível fraude em empréstimos consignados que drena recursos de servidores públicos. A sucessão de casos levou juristas e oposicionistas a avaliarem que um pedido de impeachment contra o governador pode se tornar inevitável.

O caso Oi: R$ 308 milhões em créditos sob suspeita

Em março deste ano, o juiz Yale Sabo Mendes determinou a suspensão das transferências à Oi após descobrir que a empresa, em recuperação judicial, havia cedido créditos a um escritório de advocacia em Cuiabá. O acordo, firmado pela PGE sem publicidade, permitiu que a operadora recebesse os valores mesmo com dívidas bilionárias.

O que mais chamou a atenção, porém, foram os vínculos do escritório beneficiado com fundos de investimento ligados ao entorno do governador. A suspeita é que a operação tenha sido uma triangulação financeira para desviar recursos públicos, configurando conflito de interesses. A Oi já havia sido alvo de polêmicas no estado, incluindo acusações de lobby junto ao governo para quitar dívidas de forma privilegiada.

Leia Também:  ALMT aprova projeto que reconhece cordão roxo como símbolo de fibromialgia e assegura atendimento prioritário

O esquema dos consignados: Servidores públicos como vítimas

Paralelamente, sindicatos denunciaram um sistema organizado de fraude em empréstimos consignados, operado pelas empresas MTCard e Capital Consig. Investigações preliminares apontam que servidores estaduais tiveram seus contracheques comprometidos por descontos irregulares, muitas vezes sem autorização.

Há indícios de que o esquema contou com a conivência de setores do governo, que teriam facilitado o acesso aos dados dos funcionários. O prejuízo estimado passa de dezenas de milhões de reais, afetando principalmente profissionais de baixa renda.

Cresce o coro por impeachment

Diante da gravidade e do acúmulo de irregularidades, juristas e líderes de oposição avaliam que o impeachment de Mauro Mendes deixou de ser uma hipótese remota. Os dois casos envolvem vultosos recursos públicos, beneficiamento de empresas privadas e possíveis crimes de responsabilidade fiscal.

  • “Não se trata mais de um erro pontual, mas de um padrão de gestão que coloca interesses privados acima do patrimônio público”, afirmou um procurador que acompanha o caso sob condição de anonimato.

  • “Se a Justiça e a Assembleia Legislativa cumprirem seu papel, o impeachment será inevitável”, declarou um deputado da oposição.

Leia Também:  Acidente na rodovia MT-010: Secretário de Agricultura Familiar e Comunicador envolvidos em colisão

Enquanto isso, o governo nega irregularidades e atribui as críticas a “interesses políticos”. A Procuradoria-Geral do Estado ainda não se manifestou sobre as suspeitas de conflito no caso Oi, e a Capital Consig afirmou, em nota, que “respeita a legislação e repudia qualquer acusação infundada”.

O que vem pela frente?

Com a Justiça e o Ministério Público em alerta, os próximos passos devem incluir:

  • Aprofundamento das investigações sobre o destino dos R$ 308 milhões devolvidos à Oi.

  • Ações judiciais para reparar os prejuízos dos servidores afetados pelo esquema de consignados.

  • Pressão na Assembleia Legislativa para abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)ou mesmo processo de impeachment. (com informações blogdopopo)

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide