A desembargadora baiana Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo teve a prisão preventiva decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) após deixar o Brasil com destino a Portugal, mesmo estando proibida de sair do país. O filho dela, o advogado Vasco
A decisão foi tomada pelo ministro Og Fernandes após a Polícia Federal informar que a magistrada embarcou em 21 de setembro. O Ministério Público Federal (MPF) apontou risco de fuga e pediu a prisão dos dois condenados.
O ministro também determinou que a Polícia Federal e a Interpol fossem acionadas para incluir os nomes dos investigados na lista de procurados. Além disso, autorizou o envio de pedido de prisão para fins de extradição às autoridades portuguesas.
Na quarta-feira (4), a Corte Especial do STJ condenou Sandra Inês a 14 anos e 20 dias de prisão, em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O filho recebeu pena de 13 anos e 11 meses pelos mesmos crimes, além de associação criminosa. A desembargadora também perdeu a aposentadoria.
As condenações são resultado da Operação Faroeste, que investigou um esquema de comercialização de decisões judiciais envolvendo disputas de terras no oeste da Bahia. Segundo as investigações, a magistrada teria recebido promessa de R$ 4 milhões em propina para favorecer a empresa Bom Jesus Agropecuária em quatro decisões judiciais, entre 2017 e 2020. Desse total, R$ 3,3 milhões teriam sido pagos.
O advogado Vasco Rusciolelli foi apontado como participante das negociações e do recebimento dos valores. Outro advogado, Júlio César Cavalcanti, também teria atuado na intermediação dos pagamentos e na elaboração de minutas das decisões assinadas pela desembargadora.

















