O vereador Demilson Nogueira (PP), relator das contas do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), ironizou a demora do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) em calcular as contas da Prefeitura de Cuiabá sob responsabilidade do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) referentes ao exercício de 2022.
“Toda morosidade das contas, primeiro, ela foi causada pelos incessantes recursos e pela demora do próprio Tribunal em emitir a sua opinião, que ao meu ver, possivelmente tiveram que usar aquelas calculadoras antigas porque eram números demais. Toda demora foi lá, não foi da Câmara”, destacou Nogueira.
Nogueira criticou o TCE, que segundo ele, apesar de toda estrutura, precisou de vários recursos para manifestar o parecer. Ao ser questionado, se a calculadora falhou, foi enfático. “Eu acho que a calculadora foi consertada e funcionou agora no final.”
Em meio a ironias e críticas, Demilson Nogueira afirmou que assim toda sociedade coloca em xeque os conselheiros do TCE-MT, que votaram favoráveis às contas. Ao todo, com cinco votos favoráveis e dois contrários, o TCE emitiu parecer pela aprovação. “Veja o seguinte: Lá são sete homens com toda uma estrutura de trabalho e para enxergar isso precisou de tantos recursos. Está parecendo aquelas decisões do STF”, criticou Nogueira.
Ele também questionou “que tipo de óculos” os conselheiros para referendar a Prefeitura de Cuiabá com Selo Ouro pela qualidade da transparência pública.
“Se os conselheiros deram o que eu vou dizer né, se são eles que analisam tudo. Não sei qual tipo de óculos eles usam, mas enxergaram e deram. Mas tanto é que você busca aqui na Casa, as informações não são prestadas. Você faz requerimento e não responde. Isso é transparência? Só o Tribunal de Contas é que está enxergando.”
Conforme o parlamentar, para derrubar o parecer do Tribunal de Contas na Câmara de Cuiabá são necessários 17 votos, mas a oposição conta somente com nove votos.
Vale lembrar que agricultores, lutam na justiça para reaver uma parcela de terras em área rural localizada na cidade de Ponte Branca (494 km de Cuiabá), que dizem ter sido invadida por pessoas, a mando do atual vereador da capital e ex-prefeito do município onde encontra-se o imóvel em questão, Demilson Nogueira (PP).






















