O prefeito de Cuiabá, que não cuida da gestão da cidade, está desesperado com as pesquisas que apontam empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula. A mobilização dos estudantes brasileiros tem feito a diferença a favor de Lula. Abilio partiu então para a única coisa que sabe fazer: gravar vídeos de ataques aos estudantes, de ataque aos professores e de ataque à UFMT. Os vídeos revelam a face truculenta de Abilio: preconceitos; virulência verbal; estímulo ao ódio e à desinteligência das pessoas.
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), líder da extrema direita em Mato Grosso, demonstra desespero com as pesquisas que mostram que Flávio Bolsonaro e Lula estão em empate técnico. Ou seja, não há eleição ganha para nenhum dos lados em disputa. O que incomoda Abilio é que os estudantes brasileiros assumiram o protagonismo da campanha de Lula à reeleição, mobilizando diversas manifestações nas ruas em todo o país, inclusive em Cuiabá.
Abilio partiu para a única coisa que sabe fazer: gravar vídeos de ataques aos estudantes, de ataque aos professores e de ataque à UFMT. Os vídeos são um primor de preconceito, de virulência verbal, de estímulo ao ódio e à desinteligência das pessoas.
ABILIO, DE VOLTA AOS ATAQUES DE “BOSTA”
Para Abilio, a UFMT é um antro de drogados, de militantes esquerdistas, de gente deplorável que não merece respeito das famílias conservadoras. O prefeito demonstra um certo ressentimento por não ter estudado na UFMT. Vale lembrar que em agosto de 2025, durante uma entrevista coletiva, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, disse que o ensino da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) era “uma bosta” e questionando o desempenho e o perfil socioeconômico dos alunos que ingressam na universidade.
A declaração gerou forte repercussão negativa, notas de repúdio de partidos políticos e entidades acadêmicas, e o prefeito posteriormente reconheceu que errou ao usar o termo. Afinal, médicos, magistrados, economistas, jornalistas, professoras, entre outros profissionais, que atuam em Mato Grosso foram formados na UFMT, e têm muito orgulho de terem diploma desta instituição.

Não é possível pedir exame antidoping no prefeito Abilio, então fica a suspeita de que ele viaja na maionese ao fazer críticas moralistas seletivas. Ataca estudantes acusando-os de maconheiros, de vagabundos, mas não fala uma palavra sobre as denúncias, graves, do envolvimento de Flávio Bolsonaro em orgias sexuais com garotas de programa.
Em setembro de 2026, reportagens publicadas com base em um material atribuído a um ex-sócio de Flávio Bolsonaro (Alexandre Santini) divulgaram registros, conversas e documentos — repercutidos por veículos como o site PlatôBR e jornalistas como Rodrigo Rangel e Daniela Lima — que mencionam a suposta participação do senador em orgias com garotas de programa.
Cabe esclarecer um detalhe sobre a organização: nos relatos e mensagens expostos no dossiê, a logística dessas festas privadas e o contato com agenciadoras de acompanhantes eram atribuídos principalmente ao ex-sócio Alexandre Santini (que gerenciava demandas do grupo), e não diretamente ao banqueiro Daniel Vorcaro. O nome de Daniel Vorcaro aparece em outras frentes das investigações e reportagens associadas a Flávio Bolsonaro — como suspeitas envolvendo jatinhos, offshore e articulações políticas —, mas a acusação específica sobre a organização das festas e orgias recai sobre o material do ex-sócio.
Pedro Pinto de Oliveira é jornalista e professor da UFMT. Mestre em Ciências da Comunicação pela USP e Doutor em Comunicação pela UFMG.






















