A família do paciente Gilmar Ribeiro enfrentou dois dias de desencontro de informações e falta de comunicação por parte do HMSB (Hospital Municipal São Benedito), conforme relato formal enviado pela esposa do paciente, Ilzana Camilo da Silva, na manhã desta terça-feira (28). O caso expõe falhas no protocolo de atendimento às famílias e viola o direito à informação, previsto no Código de Ética Médica.
O problema começou na segunda-feira (27), por volta das 13h55. Ilzana entrou em contato com o Serviço Social do hospital via WhatsApp, número (65) 99280-5701, canal designado para o encaminhamento de boletins médicos. Na ocasião, ela foi informada de que o paciente não receberia visitas naquela data e que a família deveria aguardar o boletim médico. A mensagem foi respondida com um simples “ok” pelo hospital.
Quatro horas depois, sem nenhum retorno, Ilzana solicitou novamente o informe sobre o estado de saúde de seu marido, às 17h56. A única resposta obtida foi “já solicitamos”. Até a manhã do dia seguinte, nenhuma outra informação foi prestada.
Na terça-feira (28), Ilzana tentou contato telefônico às 7h00 e 7h13, mas as ligações não foram atendidas. A situação tomou um rumo ainda mais contraditório quando, às 8h56, a equipe da recepção do hospital informou por telefone que o sistema do hospital indicava que o paciente estava recebendo visita e que o boletim médico seria entregue a um familiar nesse momento.
A informação da recepção entra em conflito direto com o comunicado feito pelo Serviço Social no dia anterior, levando a família a crer que o pedido formal feito por Ilzana às 13h55 de segunda-feira sequer foi registrado no sistema. “A falta de informação infringe o direito do paciente e de seus familiares de serem informados sobre o estado de saúde”, destaca um trecho do relato.
Solicitações da Família
Diante dos fatos, Ilzana Camilo da Silva protocolou uma solicitação formal exigindo as seguintes providências do hospital:
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Normalização imediata do envio dos boletins médicos à família, em conformidade com a política de comunicação da instituição.
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Esclarecimento público e transparente sobre os motivos que levaram à interrupção e à falha na comunicação.
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Adoção de medidas corretivas para garantir que situações semelhantes de descaso não se repitam com seu familiar ou com outros pacientes.
A família aguarda um posicionamento urgente da direção do HMSB sobre o caso e a implementação das medidas solicitadas.
O Direito à Informação
O Código de Ética Médica, em seu artigo 34, é claro ao estabelecer que é direito do paciente ou de seu representante legal “receber informações claras, objetivas e compreensíveis sobre sua saúde”. A falha no fornecimento do boletim médico, principal instrumento de comunicação com a família em situações de internação, configura uma violação deste direito fundamental. Vale lembrar que os serviços de Gestão de UTI e serviços médicos especializados no Hospital Municipal São Benedito é prestado pela empresa Med Wuicik que também é responsável pelos boletins médicos dos pacientes.






















