O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, reapareceu para o grupo político que bancou sua candidatura com um comportamento digno de novela mexicana: voz mansinha, fala quase miada e um ar sereno de quem acredita piamente no seu próprio personagem. Mas não se engane, caro cuiabano, esse novo Abílio, que posa de equilibrado, não é um ser regenerado — é apenas um ator de quinta categoria em temporada de estreia.
Enquanto tenta convencer a cidade de que governa com planejamento, a única obra concreta até agora foi a criação de 60 cargos comissionados para agradar vereadores famintos por espaços. Isso mesmo, a cidade esburacada, com a saúde capengando e os serviços básicos em colapso, ganhou como presente do prefeito um verdadeiro “cabidão de Natal” fora de época. Os cargos não tapam buraco, mas tapam a boca de muito vereador da base.
Aquele outro Abílio — o Abílio que rolava no chão, que invadia encontros do PT para gritar feito exorcizado, que agredia verbalmente deputados em CPIs e humilhava servidores em seus próprios postos de trabalho — esse não sumiu. Só está maquiado. Camuflado. Escondido atrás de uma versão de si mesmo que finge maturidade e diálogo, enquanto segue governando como sempre: na base do improviso, da encenação e do deboche. Cuiabá, minha filha, não se iluda. Esse show já tem roteiro velho e o protagonista continua canastrão.






















