Mato Grosso na Lanterna da Educação: Propaganda de Eficiência Não Esconde Desastre na Educação Básica
Nos últimos dois mandatos, o governador Mauro Mendes (UNIÃO) tem vendido a imagem de uma gestão eficiente, moderna e fiscalmente responsável. No entanto, os dados da educação básica revelam um cenário oposto: Mato Grosso ocupa posições vergonhosas nos rankings nacionais, isolando-se como o pior da região Centro-Oeste em praticamente todos os indicadores. Enquanto estados vizinhos avançam em tempo integral, inclusão e valorização docente, Mato Grosso fecha escolas, mantém crianças fora da sala de aula e patina em políticas educacionais.
Creches e pré-escola: Onde as crianças são deixadas para trás
A cobertura de tempo integral em creches é um desastre: apenas 37,3% das crianças têm acesso, colocando Mato Grosso na 17ª posição no país – atrás de todos os vizinhos. Enquanto o Distrito Federal atende 72% dos alunos em tempo integral, Goiás (67,5%) e Mato Grosso do Sul (63,3%)mostram que é possível fazer mais. Na pré-escola, a situação é ainda pior: só 4,1% das crianças estudam em tempo integral, deixando o estado na 23ª posição, abaixo da já baixa média nacional (15,8%).
Ensino fundamental e médio: alunos fora da escola o dia todo
No Ensino Fundamental, apenas 7,9% dos alunos da rede pública têm acesso a tempo integral, colocando Mato Grosso na 24ª posição – muito abaixo da média nacional (19,1%). No Ensino Médio, o cenário não melhora: só 9,7% dos estudantes têm jornada estendida, mantendo o estado na 23ª colocação. Enquanto isso, estados como Tocantins (28,1%) provam que é possível oferecer mais oportunidades.
Inclusão e educação profissional: abandono institucionalizado
Na inclusão de alunos com deficiência, Mato Grosso está entre os piores do país: 25º lugar no Ensino Infantil e 21º no Fundamental. No Ensino Médio, sobe apenas para a 16ª posição, ainda distante do ideal. Já na Educação Profissional, que deveria preparar jovens para o mercado, apenas 7,4% dos alunos estão matriculados – 22º lugar no ranking nacional.
Professores: base instável de um sistema em colapso
A situação dos docentes reflete o descaso: na rede estadual, 75% são temporários, e apenas 25% são concursados, colocando Mato Grosso na 25ª posição em estabilidade docente. Nas redes municipais, o cenário é menos crítico (50,7% concursados), mas ainda insuficiente.
Fechamento de escolas: a “eficiência” que exclui
Ao invés de expandir o acesso, a gestão Mauro Mendes ficou marcada pelo fechamento de escolas no interior, em comunidades indígenas, rurais e periféricas. Cortes de vagas, redução de turnos e desmonte de estruturas foram vendidos como “racionalização”, mas o resultado é claro: um estado rico com uma das piores políticas educacionais do Brasil.
O Preço do descaso: gerações perdidas
O maior fracasso dessa gestão não é fiscal – é humano. São crianças e adolescentes excluídos, sem oportunidades de aprender, se desenvolver e sonhar. Os números não mentem: Mato Grosso está entre os últimos em educação básica. Enquanto o governador celebra superávits e obras, falta o essencial: investimento real nas pessoas. E, sem isso, o futuro do estado segue comprometido.


















