O governador Mauro Mendes (União Brasil) tentou, nos bastidores, assumir o controle do PL em Mato Grosso para eliminar as candidaturas do senador Wellington Fagundes ao governo do estado e de José Medeiros ao Senado em 2026. A manobra, articulada durante o ato pró-anistia na Avenida Paulista, em 6 de abril, expôs as rachaduras no bolsonarismo e terminou em fracasso após intervenção da cúpula do partido, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O plano de Mauro Mendes consistia em filiar seu vice, Otaviano Pivetta, ao PL para lançá-lo como candidato ao Palácio Paiaguás, enquanto ele próprio buscava uma vaga no Senado. A estratégia, porém, foi bloqueada pelo presidente nacional do partido, Waldemar Costa Neto, com aval de Bolsonaro. A resistência marcou uma vitória de Wellington Fagundes, que mobilizou aliados em Brasília para frear o avanço do governador.
Gesto polêmico e processo criminal
O episódio ganhou contornos ainda mais controversos após Mauro Mendes ser flagrado fazendo um gesto semelhante à saudação nazista durante o mesmo ato em São Paulo. Ao gritar “Deus, Pátria e Família”, o governador esticou o braço, imagem que viralizou e rendeu um processo criminal movido pelo Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (SINDJOR-MT), sob acusação de simbolismo fascista.
Desgaste político e isolamento
Derrotado na tentativa de controlar o PL e agora sob ameaça jurídica, Mauro Mendes enfrenta uma crise sem precedentes. Aliados relatam que o governador já demonstra desânimo, comentando que “não será candidato a nada” em 2026. Seu apoio político está enfraquecido, especialmente na Baixada Cuiabana, onde o fracasso do BRT — obra marcada por atrasos e críticas — virou símbolo de má gestão.
Com o bolsonarismo dividido no estado e seu capital político em queda, o futuro de Mauro Mendes parece caminhar para o ocaso. Enquanto Wellington Fagundes consolida sua liderança no PL, o governador assiste ao desmonte de sua base e ao aumento do descontentamento popular, deixando seu legado à deriva.






















