O índice alarmante expõe a ineficiência das ações governamentais no enfrentamento do problema

Programas de combate ao feminicídio de Mauro Mendes e Virgínia em Mato Grosso não reduz a violência e demostra ser mais político do que eficiente

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Apesar das diversas iniciativas lançadas pelo governo de Mato Grosso para combater a violência contra a mulher, os números mostram que os programas não têm sido eficazes na redução dos feminicídios. De acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), o estado lidera o ranking nacional de feminicídios em 2024, com uma taxa de 1,23 mortes para cada 100 mil habitantes. O índice alarmante expõe a ineficiência das ações governamentais no enfrentamento do problema.

Entre os programas implementados pelo governo estadual estão o Programa SER Família Mulher, que oferece auxílio-moradia para vítimas de violência doméstica, e a Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, que capacitou profissionais da rede de atendimento. Além disso, o estado participa anualmente do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização sobre a violência contra a mulher. No entanto, mesmo com essas medidas, o número de assassinatos de mulheres segue em alta.

Segundo especialistas, a falta de monitoramento e acompanhamento eficaz das vítimas são alguns dos principais fatores que comprometem a efetividade dos programas. “Não basta apenas oferecer auxílio-moradia ou capacitar profissionais. As mulheres precisam de segurança real, medidas preventivas eficazes e um sistema que impeça a impunidade dos agressores”, critica a advogada Rosana de Sant’Ana Pierucetti, presidente da ONG Recomeçar, que acolhe vítimas de violência.

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Outro problema apontado por especialistas é a subnotificação e a dificuldade de acesso aos serviços de proteção. Muitas vítimas não conseguem sair do ciclo de violência por medo de represálias ou falta de suporte adequado. Além disso, há denúncias de que as delegacias especializadas não têm estrutura suficiente para atender à demanda crescente de casos.

Diante da ineficácia dos programas e do aumento contínuo dos feminicídios, organizações da sociedade civil cobram do governo estadual medidas mais efetivas, como o fortalecimento da Patrulha Maria da Penha, maior rigor na fiscalização do cumprimento de medidas protetivas e investimentos em políticas públicas de prevenção e acolhimento.

Enquanto isso, os números seguem evidenciando a realidade preocupante: mais mulheres continuam sendo vítimas fatais da violência de gênero em Mato Grosso, sem que os programas anunciados pelo governo consigam reverter essa trágica estatística.

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