O Ministério Público de Mato Grosso denunciou, nesta quinta-feira (15.01), a secretária Adjunta de Gestão Hospitalar, Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, por envolvimento com organização criminosa no âmbito da Operação Espelho. 24ª Promotoria de Justiça Criminal da Comarca de Cuiabá, que denunciou a servidora, solicitou sua suspensão funcional, vetou novas nomeações estatais e restringiu seu acesso à Secretaria de Saúde.
O promotor pede penas mais severas para 19 indivíduos previamente acusados devido à participação crucial de Neves. Segundo o o promotor, a atuação da secretária Adjunta foi decisiva para o sucesso das fraudes, beneficiando empresas do esquema por valores acima do mercado, ignorando repetidos alerta sobre irregularidades licitatórias.
Investigações revelaram que Neves influenciou sete licitações, totalizando R$ 43,4 milhões, em clara oposição a pareceres jurídicos estatais. Uma auditoria destacou pagamentos de R$ 90,8 milhões pelo Estado, sem licitações ou contratos, favorecendo empresas envolvidas.
Em 7 de dezembro, 22 pessoas, incluindo agentes públicos e empresários da saúde, foram denunciadas por organização criminosa, peculato e fraude em licitações, com o MPMT exigindo a reparação de R$ 57,5 milhões aos cofres públicos e a perda de cargos públicos de três acusados.
O promotor Sérgio Silva Costa ressalta que a denúncia inicial não incluía Neves no crime de organização criminosa, mas investigações subsequentes expuseram novos aspectos criminosos relacionados à prestação de serviços médico-hospitalares. Apesar dos pedidos de prisão inicialmente negados, recursos foram interpostos.
Costa enfatiza que as fraudes ocorreram durante a pandemia de Covid-19, aproveitando-se da calamidade pública para estabelecer um esquema de contratações manipuladas e superfaturadas, marcado por irregularidades como pagamentos indevidos e falta de competitividade, evidenciando um esquema de corrupção extensivo.
Fonte: VG Notícias





















