Mato Grosso foi o estado que mais desmatou a Amazônia no primeiro semestre deste ano, com 1.097 km² de alertas de devastação registrados entre janeiro e junho, segundo dados atualizados nesta sexta-feira (11.07) pelo Deter, sistema de monitoramento em tempo quase real do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O número representa um aumento de 142% em relação ao mesmo período de 2024, quando o estado acumulava 454 km² de áreas sob alerta.
O avanço da destruição em Mato Grosso puxou o crescimento de 27% no desmatamento de toda a Amazônia Legal, que passou de 1.644 km² no primeiro semestre de 2024 para 2.090 km² em 2025. Dos dez municípios com maior área desmatada na região, sete estão em território mato-grossense.
Ranking da Devastação: MT domina lista nacional
Porto dos Gaúchos lidera o ranking com 128,9 km² de alertas, seguido por outros municípios do estado:
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Feliz Natal: 117,6 km²
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União do Sul: 111,8 km²
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Marcelândia: 76,6 km²
Embora os dados do Deter não representem a taxa oficial de desmatamento (calculada anualmente pelo Prodes, também do Inpe), eles servem como indicativo para ações de fiscalização. A escalada nos números acende um alerta sobre a efetividade das políticas ambientais no estado, que é um dos maiores produtores de soja e gado do país.
Cerrado também sob ameaça
No bioma Cerrado, a situação também preocupa: Mato Grosso registrou 254 km² de alertas de desmatamento no primeiro semestre de 2025, um aumento de 12% em relação a 2024. Os municípios com mais registros foram:
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Paranatinga (26 km²)
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São Félix do Araguaia (24,9 km²)
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Sapezal (21,4 km²)
Além disso, áreas protegidas no Cerrado mato-grossense aparecem na lista de locais atingidos:
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APA das Cabeceiras do Rio Cuiabá
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APA Nascentes do Rio Paraguai
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APA da Chapada dos Guimarães
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APA Municipal do Aricá-Açu
Pressão por fiscalização e respostas
Ambientalistas cobram ações mais duras contra o desmatamento ilegal, enquanto o governo estadual afirma que tem intensificado operações.
Enquanto isso, os números mostram que, em meio ao discurso de “desenvolvimento sustentável“, Mato Grosso segue no topo de um ranking preocupante: o de maior destruidor das florestas brasileiras. (com informações PNBONLINE)



















