As recentes declarações do senador Jayme Campos (União Brasil) em entrevista ao podcast Plantão CNP geraram uma forte repercussão nos bastidores políticos de Mato Grosso. O parlamentar alertou para a iminência de prisões de agentes públicos e figuras proeminentes do estado, indicando que investigações em andamento podem culminar em desdobramentos judiciais significativos .
Em tom incisivo, Jayme Campos enfatizou a gravidade da situação, afirmando que o estado vive um momento de tensão institucional. Suas palavras sugerem que as denúncias estão avançando em órgãos de controle e investigação, e que as consequências serão sentidas localmente. “Vai ter gente escolhendo se quer sair algemada com a mão para frente ou para trás”, declarou o senador, adicionando que “Não é São Paulo. É aqui. Já começou” . Ele reforçou a seriedade das apurações, prevendo que “Ainda vai ter prisão, BO, operação da Polícia Federal. E quem não vai estar com a famosa tornozeleira? Escreve aí, amigo” .
Embora o senador tenha evitado citar nomes ou casos específicos, suas falas foram diretamente associadas ao chamado “Escândalo da Oi” em Mato Grosso, uma série de denúncias levantadas pelo ex-governador e ex-procurador da República Pedro Taques. Segundo Taques, o Governo de Mato Grosso teria efetuado um pagamento de R$ 308 milhões a dois fundos de investimento, Lotte Word e Royal Capital, após um acordo sigiloso entre a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Oi S.A. . A origem desses valores seriam depósitos judiciais da empresa, referentes a cobranças tributárias que foram posteriormente consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) .
As denúncias de Pedro Taques apontam para uma suposta ligação entre os fundos beneficiados e parentes e aliados do atual governador Mauro Mendes (União Brasil). Há alegações de que parte do montante teria sido direcionada a empresas vinculadas ao filho de Mendes e até mesmo a garimpos . Essas acusações foram formalizadas por Taques junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e outros órgãos fiscalizadores .
Em resposta às acusações, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) defendeu a legalidade do acordo, classificando as denúncias como tendo motivação eleitoral, visando as eleições de 2026 . No entanto, a oposição, como o deputado Lúdio Cabral, já avalia a possibilidade de solicitar a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa para investigar o caso .
Apesar de pertencerem ao mesmo partido do governador Mauro Mendes, as declarações de Jayme Campos validam as denúncias de Pedro Taques, intensificando o clima de tensão institucional e “alerta máximo” nos bastidores políticos mato-grossenses. A expectativa é que os fatos venham a público nos próximos meses, podendo surpreender parte do meio político com os resultados das investigações .



















