O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) destinou, até o momento, a quantia de R$ 8.324.999,90 em emendas parlamentares para institutos e associações culturais, esportivas e sociais. O montante, considerado expressivo mesmo para os padrões da Assembleia Legislativa, chama a atenção pelo volume e pela concentração dos recursos em entidades privadas sem fins lucrativos, algumas de pouca notoriedade perante a sociedade.
Os dados, de acesso público, revelam que o principal beneficiário das emendas do parlamentar foi o Instituto para o Desenvolvimento Econômico, Ambiental, Esportivo e Social de Mato Grosso (Idemas). Sozinho, o instituto recebeu mais de R$ 4,2 milhões em repasses públicos, o que equivale a mais de 50% do total destinado pelo deputado a esse tipo de entidade.
A prática de direcionar emendas para organizações da sociedade civil é legal, mas a escala e a concentração observadas no caso do deputado Diego Guimarães levantam questionamentos entre observadores do poder público e lideranças da sociedade civil. A falta de transparência sobre os critérios utilizados para a seleção das entidades beneficiadas gera desconfiança sobre a finalidade e a eficácia da aplicação do dinheiro.
Em um cenário onde a cobrança por transparência e o rigor na fiscalização do erário são cada vez maiores, a destinação de milhões de reais a associações e institutos privados impõe a necessidade de um olhar mais atento por parte dos órgãos de controle. A população mato-grossense, financiadora final desses recursos, aguarda respostas claras sobre como esses valores estão sendo de fato aplicados e qual o retorno concreto para a sociedade.




















