TJMT recebe comitiva do TJBA para apresentar a inteligência artificial Hannah

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Ampla sala de reuniões com mesa oval, diversas pessoas sentadas em cadeiras pretas acompanham apresentação em telão. Ao fundo, quadro colorido decora a parede e janelas com persianas claras.Uma ferramenta de inteligência artificial criada dentro do próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a partir dos desafios enfrentados no dia a dia da Vice-presidência, vem se consolidando como referência em inovação no Judiciário brasileiro. Nesta terça-feira (28), o Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) enviou uma comitiva a Cuiabá para conhecer de perto o funcionamento da Hannah, ferramenta desenvolvida para otimizar a análise de admissibilidade de recursos especiais e extraordinários, tornando o trabalho mais ágil, seguro e padronizado.
A recepção à comitiva foi conduzida pela vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, com a participação do juiz auxiliar da Vice-presidência, GerardoTrês pessoas sentadas à mesa: mulher loira fala ao microfone, ao centro homem de barba branca e terno cinza, à direita homem de óculos, terno escuro e gravata vermelha. Ao fundo, estátua da Justiça. Humberto Alves da Silva Júnior, da juíza auxiliar da Vice-presidência, Alethea Assunção Santos, assessores do TJMT e representantes da 2ª Vice-presidência do TJBA. O presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira e o juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi participaram do início da reunião para dar as boas-vindas à comitiva baiana.
Durante o encontro, a desembargadora Nilza destacou a satisfação em compartilhar uma solução construída por servidores do próprio Tribunal e que já desperta o Mulher loira, cabelos longos, veste blazer azul-marinho, toca o rosto com a mão direita enquanto observa ao lado, sentada entre dois microfones. Ao fundo, cadeira preta e mesa desfocada.interesse de outras cortes. “Ficamos muito felizes em receber essa comitiva. Eles demonstraram grande interesse na ferramenta e nós colocamos todo o material à disposição para que ela possa ser implantada também no Tribunal de Justiça da Bahia. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso é um dos mais céleres do país e queremos compartilhar essa experiência. Nossa expectativa é que a Hannah seja nacionalizada e fique disponível para as vice-presidências de todos os tribunais brasileiros”, afirmou.
Tecnologia com supervisão humana
A Hannah foi desenvolvida para auxiliar na análise da admissibilidade de recursos, utilizando um mapa composto por 14 critérios jurídicos que orientam a avaliação processual. Em vez de substituir o trabalho dos assessores e magistrados, a inteligência artificial atua como ferramenta de apoio, realizando uma triagem inicial dos documentos e organizando as informações necessárias para a elaboração das minutas.
Segundo o juiz auxiliar da Vice-presidência Gerardo Humberto Alves da Silva Júnior, o principal diferencial da plataforma é justamente a combinação entre inteligência artificial e controle humano. “A Hannah foi desenvolvida com agentes treinadosHomem de cabelos escuros, veste terno azul-marinho, camisa clara e gravata listrada, fala ao microfone com a mão apoiada sobre mesa de madeira. Ao fundo, telão azul exibe mapa iluminado por pontos brancos. especificamente para o juízo de admissibilidade. Eles possuem autonomia limitada por regras previamente estabelecidas pela Vice-presidência. Sabemos exatamente como o sistema chega a cada resultado, quais caminhos percorre e, principalmente, existem momentos obrigatórios de intervenção humana. Além disso, é um sistema fechado, que utiliza apenas informações previamente validadas pelo Tribunal”, explicou.
O juiz lembrou ainda que diversos tribunais brasileiros já procuraram o TJMT para conhecer a solução. A ferramenta também será apresentada, em novembro, ao Conselho Superior da Magistratura de Portugal, ampliando sua projeção internacional.
Criada a partir da rotina da Vice-presidência do TJMT, a Hannah surgiu como resposta ao crescimento expressivo do número de processos encaminhados ao setor. A ferramenta integra a estratégia de inovação do Tribunal e já foi apresentada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Atualmente, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) avalia sua nacionalização, permitindo que outros tribunais utilizem a tecnologia.

Solução inédita
Mulher de cabelos castanhos, veste blusa estampada em azul, preto e branco, com colar de pingente, é fotografada em plano frontal. Ao fundo, pessoas em pé e bandeiras desfocadas.A juíza assessora especial da 2ª Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Bahia, Maria Cláudia Salles Parente classificou a Hannah como uma ferramenta inovadora e afirmou que ainda não conhecia uma solução voltada especificamente para a admissibilidade de recursos. “Ela é revolucionária. Nunca tínhamos visto uma ferramenta específica para essa função, que é estratégica para todos os tribunais de justiça. Tenho certeza de que ela vai otimizar muito o nosso trabalho, especialmente diante do grande volume de recursos que recebemos diariamente”, afirmou.
Outro aspecto que chamou a atenção da magistrada foi a transparência da plataforma. “O sistema não apresenta apenas um resultado. Ele demonstra, de forma detalhada, todas as etapas percorridas até chegar à conclusão, permitindo acompanhar, conferir e fiscalizar todo o processo de análise. Isso transmite muita segurança e confiabilidade”, destacou.

Fonte: TJMT

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