Consórcio aberto no RJ em 20 de agosto foi contemplado no mesmo dia para construir Centro de Eventos; velocidade e falta de histórico acendem alertas sobre transparência do processo.

VAI VENDO: Empresa criada há uma semana vence licitação e fecha contrato de R$ 245,4 mi com Governo Mauro Mendes

(Foto: Mayke Toscano/Secom-MT)

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Um contrato público de R$ 245,4 milhões para a construção de um Centro de Eventos no Parque Novo Mato Grosso foi firmado com uma empresa que havia acabado de nascer. O Consórcio Centro de Eventos MT teve seu CNPJ aberto no Rio de Janeiro no dia 20 de agosto de 2025 e, no mesmo dia, já aparecia como o contratado do gigantesco negócio. A informação, levantada em registros cartoriais e públicos, revela uma velocidade espantosa e pouco usual em licitações de grande porte.

O contrato foi firmado com a MT Participações e Projetos S.A. (MT PAR), empresa de propósito específico do governo do estado, e assinado por seu presidente, Wener Santos. O valor, superior a R$ 245 milhões, é destinado a uma obra financiada com recursos públicos.

O consórcio vencedor é formado pelas empresas Klao Engenharia, OCC Construções e Participações e GND Construções, tendo como administrador Marco Aurélio Alves Reis. Todas as formalizações da nova sociedade foram realizadas em cartório no Rio de Janeiro, no mesmo dia da contratação.

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A sequência de eventos levanta uma série de questionamentos sobre a lisidade e os critérios do processo de contratação. Como um consórcio recém-criado, sem qualquer histórico de execução de obras ou existência no mercado, conseguiu atender a todos os requisitos técnicos e jurídicos complexos de uma licitação de valor tão expressivo em questão de horas?

Especialistas em licitações públicas ouvidos pela reportagem apontam que a situação acende um sinal de alerta máximo. “Processos tão ágeis assim, envolvendo valores bilionários e empresas sem passado, são, no mínimo, profundamente atípicos. É fundamental que os órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) e o Ministério Público, apurem com rigor absoluto a existência de edital com critérios objetivos e técnicos que justifiquem essa contratação relâmpago”, afirma um especialista que preferiu não se identificar.

O caso corre o risco de se tornar mais um capítulo na história de obras faraônicas que, comummente, começam em meio a grandes anúncios e expectativas, mas que, sem a devida transparência e concorrência, podem terminar em investigações, atrasos, superfaturamento e escândalos. (com informações blogdopopo)

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