SERVIDORA DA ALMT

Funcionária da ALMT e filha de desembargador afastado é alvo da Operação Sisamnes

foto: João Vieira

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Filha de desembargador afastado é ouvida na Polícia Federal após apreensão de substância suspeita

A filha do desembargador afastado João Ferreira Filho, Alice Terezinha Artuso, está sendo ouvida na Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (20), após ser alvo de busca e apreensão na segunda fase da Operação Sisamnes. A investigação apura um esquema de compra e venda de decisões judiciais no estado de Mato Grosso.

Alice foi conduzida para depoimento após os agentes encontrarem uma substância suspeita, possivelmente entorpecente, no local onde ela estava durante o cumprimento dos mandados. Funcionária de carreira do Judiciário mato-grossense por vários anos, Alice atualmente ocupa o cargo de Gerente de Manutenção e Serviços Gerais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), com salário de R$ 9.311,76.

Foco na ocultação de bens

A segunda fase da Operação Sisamnes tem como objetivo investigar operações imobiliárias suspeitas realizadas pelos investigados, supostamente utilizadas para dissimular a origem ilícita de recursos.

Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas como o afastamento de servidores públicos de suas funções, a proibição de contato entre investigados, a entrega de passaportes, o bloqueio de R$ 1,8 milhão em bens e o sequestro de imóveis adquiridos por um magistrado envolvido no esquema.

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Histórico da Operação

A primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em 26 de novembro, investigou crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional por meio da venda de sentenças judiciais. Entre os alvos estavam os desembargadores afastados Sebastião de Moraes Filho e João Ferreira Filho, além de advogados que supostamente intermediavam as negociações.

Na ocasião, o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves foi preso, acusado de atuar no esquema em parceria com o falecido advogado Roberto Zampieri, que também teria envolvimento direto na venda de decisões judiciais.

A Polícia Federal segue investigando os desdobramentos do caso, que revelou um esquema de corrupção com ramificações profundas no Judiciário mato-grossense.

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