Na manhã desta terça-feira (18), Ana Paula Azevedo, mãe da jovem Emelly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, discursou na tribuna livre da Câmara Municipal de Cuiabá e clamou por justiça pelo brutal assassinato de sua filha. Em sua fala emocionada, Ana Paula afirmou que a adolescente “foi um sacrifício vivo nas mãos deles [suspeitos]” e pediu para que todos os envolvidos no crime sejam responsabilizados.
Emelly, que estava grávida de nove meses, foi assassinada na última quarta-feira e teve sua bebê retirada do ventre enquanto ainda estava viva. A principal suspeita, Nataly Hellen Martins Pereira, segue presa, mas a mãe da vítima acredita que mais pessoas participaram do crime.
“Queria dizer que, como mãe da Emelly, estou sofrendo. Queria muito pedir justiça pelo que fizeram com minha filha”, disse Ana Paula, aos prantos. “Gostaria que todos vocês que tão aqui me ajudassem a pegar os culpados e que eles ficassem presos. Porque o que fizeram com minha filha não tem possibilidade de uma pessoa só ter feito. Eles têm que pagar”, reforçou.
A mãe aproveitou a oportunidade para relembrar os sonhos da filha, que se preparava para a chegada da bebê, Liara. “Minha filha tinha um sonho de cuidar da Liara, estava fazendo enxoval. Tantos planos que eu e ela combinamos juntas e acabou tudo. Como mãe da Emelly, imaginava que ia ficar como suporte dela, não responsável pela filha”, lamentou.
A polícia investiga as circunstâncias do crime e já colheu o depoimento de Nataly, que confessou ter planejado cavar a cova um dia antes do encontro com a adolescente. Segundo a suspeita, Emelly teria mencionado que “não estava muito bem” e que “não queria a filha”.
A tragédia teve início na terça-feira (11), quando Emelly desapareceu após sair de casa, no bairro Eldorado, em Várzea Grande, para buscar doações de roupas de bebê em Cuiabá. Seu celular parou de funcionar e a família, preocupada, registrou um boletim de ocorrência na noite do mesmo dia. No dia seguinte, Nataly e o marido deram entrada em um hospital com um bebê, alegando que o parto havia ocorrido em casa. A equipe médica, no entanto, suspeitou da história ao notar que a mulher não apresentava sinais de puerpério. Exames confirmaram que Nataly não havia dado à luz e que a criança pertencia a outra mãe.
Na quinta-feira (13) pela manhã, o corpo de Emelly foi encontrado em uma cova rasa, com pernas e braços amarrados, asfixiada com um fio no pescoço e um corte na barriga, sem o bebê. A investigação da Polícia Civil revelou que a jovem ainda estava viva quando a bebê foi retirada do seu ventre. Os cortes foram precisos e não atingiram outros órgãos.
Até o momento, quatro pessoas foram conduzidas para depor, incluindo o marido de Nataly, mas apenas a mulher permanece presa. A mãe de Emelly espera que as investigações avancem e que todos os responsáveis sejam identificados e punidos.
Ana Paula também atualizou a situação de sua neta, afirmando que a recém-nascida está bem. Um exame de DNA foi realizado para confirmar a maternidade, e assim que os resultados forem divulgados, a família poderá levar a bebê para casa.
“Eu gostaria muito que os culpados pagassem pelo que fizeram com minha filha, pois eles têm que pagar. Isso não pode ficar assim. Quantas mães vão ter que chorar por uns monstros iguais a esses?”, concluiu Ana Paula. (com informações Rdnews)



















