A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT) volta a ser palco de graves denúncias envolvendo assédio moral contra servidores públicos. No centro das acusações está a atual Superintendente de Regulação da SES, Josied Cunha, que é alvo de uma investigação instaurada pela Polícia Civil por determinação do Ministério Público Estadual (MPMT), após o acúmulo de reclamações não apuradas internamente pela pasta.
Segundo fontes, a investigação foi aberta sob o A.I.P nº 47.11.2025.8497 e está sendo conduzida pelo delegado Flávio Henrique Strigueta, da 2ª Delegacia de Polícia. O caso encontra-se na fase de oitivas das vítimas, com mais de 10 servidores da área da saúde arrolados para depor. Os relatos envolvem episódios de humilhação, perseguição e condutas abusivas no ambiente de trabalho.
Josied Cunha, que ocupa o cargo de superintendente desde 2023, já havia sido mencionada em uma carta aberta enviada ao secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, no início de sua gestão. No documento, os servidores relatavam comportamentos considerados abusivos e cobravam providências da chefia da SES. Entretanto, nenhuma medida efetiva foi tomada à época. As denúncias feitas por meio da Ouvidoria da SES também teriam sido ignoradas.
A situação se agrava diante das declarações da própria Josied Cunha, que se vangloria publicamente de ser “amiga pessoal” do secretário Gilberto Figueiredo. A fala tem causado indignação entre os servidores, que veem na suposta relação de proximidade um possível fator de impunidade dentro da estrutura da secretaria.
Fontes internas também relembram que este não seria o primeiro caso em que a gestão de Figueiredo é acusada de se omitir diante de denúncias de assédio moral. Em episódio anterior, ocorrido na Central de Distribuição de Medicamentos da SES, servidores denunciaram práticas semelhantes, sem que houvesse responsabilização de superiores, incluindo uma superintendente que teria sido acobertada.
A continuidade desses episódios levanta questionamentos sobre a conduta da alta gestão da saúde pública estadual e o compromisso com o bem-estar dos servidores. O Ministério Público e a Polícia Civil, agora, assumem o protagonismo na apuração dos fatos diante da omissão administrativa.
Enquanto isso, cresce a pressão sobre o governo Mauro Mendes, que é cobrado por maior rigor e transparência na condução dos órgãos públicos estaduais, sobretudo diante de acusações tão sérias como as de assédio moral recorrente em unidades da saúde.



















