O Escândalo da Oi está bem Vivo. É Claro que o debate livre, próprio da democracia comunicada, precisa ser respeitado. A tentativa de sepultar a democracia em Mato Grosso é um crime em curso que não pode ser referendado pela Justiça. A pergunta que não quer calar: o debate sobre corrupção vale para Wellington Fagundes, mas não vale para Mauro Mendes?
Usando os advogados do seu partido, o União Brasil, o objetivo do ex-governador Mauro Mendes é claro: tentar censurar o debate público sobre o Escândalo da Oi, a denúncia de corrupção que envolve o destino de 308 milhões de reais de dinheiro público que abasteceram fundos privados de familiares e aliados. O instrumento de censura é, neste caso, a Justiça Eleitoral. A operação mordaça quer calar os adversários políticos, a mídia e o povo, proibindo até expressões que marcam este caso, como “panhô ou não panhô”, “Oi Mauro”, entre outras.
PIVETTA DEFENDE DEBATE SOBRE CORRUPÇÃO
O peso do poder econômico e político está sendo usado para tentar censurar uma questão legítima de interesse público: uma denúncia de corrupção em Mato Grosso. Vale destacar: foi o atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos), alegando sua obrigação pelo cargo que ocupa, quem colocou na pauta eleitoral o tema corrupção. Ele acusa, de forma indireta, o senador Wellington Fagundes (PL), seu adversário na disputa ao governo, de ser um político corrupto. Ou seja, o debate sobre corrupção é liderado hoje pelo atual governador. A pergunta que não quer calar: o debate sobre corrupção vale para Wellington Fagundes, mas não vale para Mauro Mendes?
ESCÂNDALO DA OI, INVESTIGAÇÃO EM CURSO
Em tempo: O Escândalo da Oi, a denúncia de crime de corrupção, de acordo com informações recentes, continua sendo investigado pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF). Ou seja, não se trata de um caso encerrado (O trânsito em julgado é o momento em que uma decisão judicial se torna definitiva e irrecorrível, encerrando o processo, pois não cabem mais recursos), ao contrário está bem longe de terminar, logo o debate é legítimo e de interesse público e a sociedade precisa ser respeitada.
A investigação foca em denúncias de um suposto esquema de corrupção que teria desviado dinheiro público — cerca de R$ 308 milhões — para fundos de investimento ligados a amigos e familiares do ex-governador Mauro Mendes.
O que está em jogo é a disputa na Justiça Eleitoral, onde o ex-governador Mauro Mendes, através do seu partido, tenta proibir o uso de termos como “Escândalo da Oi” ou “Caso Oi” por adversários políticos, alegando tratar-se de propaganda negativa, enquanto os adversários e a opinião pública defendem que a denúncia é um fato de interesse público que impacta a sociedade e precisa ser apurada e debatida democraticamente, de forma livre, em respeito às cidadãs e cidadãos de Mato Grosso.
Envolvidos: A denúncia cita 25 nomes, incluindo o ex-governador Mauro Mendes, seu filho (Luís Antônio Taveira Mendes) e outros aliados.
A “Engenharia Financeira”: O ponto mais crítico da denúncia de corrupção é que o pagamento teria sido feito através de fundos recém-criados pelo Banco Master, e que parte desses valores teria acabado em contas de empresas ligadas a familiares do governador.
O Escândalo da Oi está bem vivo. É claro que o debate livre precisa ser respeitado. Sepultar a democracia é um crime em curso que não pode ser referendado pela Justiça.


















