INADIMPLÊNCIA

Por falta de repasse do Estado, médicos suspendem atendimentos em Poconé

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O Hospital Geral de Poconé – Dr. Nicolau Fontanilas Frageli enfrenta uma crise financeira que resultará na suspensão de todos os serviços de atendimento e assistência prestados à comunidade. A decisão foi comunicada por meio de um ofício encaminhado pelo diretor clínico e técnico da instituição, Thales Santana Damante, ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso.

O documento, datado de 30 de novembro de 2023, notifica sobre o inadimplemento contratual por parte do governo estadual, que deixou de efetuar os pagamentos conforme estabelecido no contrato de prestação de serviços médicos firmado entre as partes. Thales Santana Damante concedeu à entidade estadual um prazo de dois dias para regularizar a situação, sob pena de automática rescisão do contrato.

Caso a rescisão contratual seja efetivada, a suspensão de todos os serviços ocorrerá em um prazo de 10 dias, impactando diretamente a comunidade local que depende dos atendimentos médicos oferecidos pela instituição. A medida também foi comunicada aos médicos do hospital, garantindo que os profissionais estejam cientes da situação e possam orientar seus pacientes.

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Além disso, o hospital busca efetivar a primeira notificação para alertar a comunidade usuária do sistema de saúde que será interrompido. Essa notificação será realizada por meio da mídia local, visando informar a população sobre a possível paralisação dos serviços de saúde. Também será comunicado aos órgãos de licenciamento e proteção da cidadania, como o Ministério Público e a Vigilância Sanitária, para garantir que as autoridades competentes estejam cientes da situação.

O ofício destaca ainda que o Hospital Geral de Poconé não realiza pronto atendimento, ou seja, não atende casos de “porta”. Os pacientes atendidos na instituição são regulados pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município.

Diante desse cenário, a instituição se coloca à disposição para prestar maiores esclarecimentos e destaca a gravidade da situação, que compromete o acesso da população local aos serviços de saúde essenciais. A falta de pagamento por parte do governo estadual é apontada como o principal motivo dessa crise, evidenciando a precariedade do sistema de saúde no estado de Mato Grosso.

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