DESCASO COM PACIENTES

Recém-inaugurada pelo governador e o Gabinete de Intervenção, UPA Leblon funciona hoje (25/11) com apenas um médico e sem nenhuma supervisão

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A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leblon, localizada em Cuiabá, enfrenta uma situação crítica neste sábado (25), com apenas um médico disponível para atender os pacientes e a ausência de qualquer coordenador, supervisor ou responsável técnico na unidade. Essa realidade preocupante foi descoberta pelo ouvidor-geral do município, Jessé França, após receber diversas reclamações de pacientes nos canais da Ouvidoria.

Devido à falta de médicos na UPA Leblon, os pacientes com classificação verde estão sendo orientados a buscar atendimento em outras unidades de saúde, agravando a já delicada situação do sistema de saúde local.”Eu estou aqui na UPA do Leblon e não fui atendida ainda. Cheguei por volta das 14h30 e tem gente aqui desde sete da manhã, do meio-dia, e não foram atendidos. Então, a gente queria saber o que está acontecendo. Estão mandando a gente ir daqui para a UPA do Verdão. Eu não acho certo, porque eu sou do Tijucal. E como a gente fica nessa situação? A gente precisa, a gente paga imposto. Se a gente está aqui, é porque precisa”, indignou-se a paciente Ionice de Oliveira.

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Jessé França, ao tomar conhecimento das queixas, decidiu realizar uma averiguação in loco e constatou a precariedade da situação. Não havia nenhum representante da gestão ou responsável técnico disponível para lidar com os problemas emergenciais que surgem em um ambiente de saúde.

Esta situação lastimável levanta sérias questões sobre a eficácia da intervenção estadual na saúde do município, que foi determinada judicialmente com o objetivo de melhorar a saúde pública de Cuiabá. No entanto, na prática, parece que a intervenção está longe de atingir seus objetivos.

A intervenção estadual, ao invés de trazer melhorias significativas, piorou a situação. Pacientes e profissionais de saúde enfrentam condições desafiadoras, e a comunidade sofre as consequências de uma gestão que parece mais eficaz nas propagandas pagas para a mídia do que na implementação de melhorias tangíveis.

É de extrema importância a execução de ações imediatas para resolver a questão do atendimento nas unidades de saúde e mais amplamente, repensar a estratégia de intervenção estadual na saúde do município, que foi implementada para resolver o problema da falta de médicos, mas que não teve êxito até o momento. É fundamental que a saúde da população seja colocada em primeiro plano, garantindo um atendimento de qualidade e acessível a todos, independentemente das decisões políticas em jogo.

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