Republicano fecha apoio ao presidenciável do PL mesmo com Flávio Bolsonaro respaldando Wellington Fagundes

Para arrebanhar voto de bolsonaristas, Pivetta quer Flávio Bolsonaro presidente; e Flávio quer Wellington governador

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Otaviano Pivetta (Republicanos) resolveu uma parte da equação eleitoral, mas criou outra bem mais curiosa. Após o debate desta terça-feira (18.08), anunciou que seu grupo político fechou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para presidente da República. “O grupo inteiro”, garantiu. Depois, sacramentou: “Nós vamos de Flávio Bolsonaro”.

O detalhe nada pequeno é que o PL tem candidato próprio ao Governo de Mato Grosso: o senador Wellington Fagundes (PL), adversário direto de Pivetta e que conta justamente com o apoio de Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Ou seja, Pivetta vai pedir votos para um presidenciável que, em Mato Grosso, pede votos para o seu adversário.

A decisão chama ainda mais atenção depois do confronto entre Pivetta e Wellington no primeiro debate. Minutos antes, os dois trocaram acusações pesadas sobre DNIT, obras, “panelinha” e supostos negócios envolvendo rodovias. Passada a artilharia estadual, porém, Pivetta confirmou que estará no mesmo palanque presidencial do PL.

Na sexta-feira (14), Pivetta ainda evitava cravar o apoio e dizia apenas que seu grupo escolheria um nome contrário ao PT. Nesta terça, acabou o suspense: escolheu Flávio e justificou a decisão com o discurso de derrotar o partido do presidente Lula.

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“Nós vamos tirar o Brasil dessa camisa de força em que o Brasil se encontra aí com o PT no poder”, afirmou.

Na matemática eleitoral de Pivetta, portanto, vale apoiar Flávio para tirar o PT do Planalto — mesmo que Flávio trabalhe para colocar Wellington, e não Pivetta, no comando de Mato Grosso.

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