A sessão da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) desta quarta-feira (9) terminou sem a votação do veto ao reajuste de 6,8% destinado aos servidores do Poder Judiciário. O principal motivo foi a falta de quórum: apenas nove deputados registraram presença no plenário, enquanto seriam necessários pelo menos 13 para que a análise pudesse ocorrer.
Com o plenário esvaziado, o presidente da Assembleia, Max Russi (Pode), encerrou a sessão antes que os parlamentares pudessem votar o veto do ex-governador Mauro Mendes (União).
Entre os parlamentares que não compareceram à sessão estão Sebastião Rezende, Dilmar Dal Bosco, Beto Dois a um , Chico Guarnieri, Diego Guimarães, Dr. Eugênio, Dr. João, Eduardo Botelho, Fabio Tardin, Faissal, Gilberto Cattani, Paulo Araújo, Thiago Silva, Valdir Barranco, Valmir Moretto.
A lista de ausências ganha destaque porque a votação havia sido determinada pela Justiça e deveria ocorrer de maneira aberta, permitindo que a posição de cada deputado fosse conhecida publicamente.
O episódio ocorre em um momento de forte pressão dos servidores do Judiciário pela aprovação do reajuste. A proposta prevê uma recomposição de 6,8% para os servidores efetivos, além de mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração.
O projeto de lei nº 1.398/2025 foi encaminhado pelo próprio Tribunal de Justiça de Mato Grosso à Assembleia Legislativa. O texto acabou vetado por Mauro Mendes e, posteriormente, o veto foi mantido pelos deputados em uma votação secreta realizada no ano passado.
A situação mudou após uma decisão judicial determinar que o tema voltasse ao plenário para uma nova apreciação, desta vez com votação aberta.
A nova análise, entretanto, não chegou a acontecer. A ausência da maioria dos parlamentares impediu a formação do quórum necessário e adiou novamente a definição sobre o reajuste dos servidores.
Nos bastidores, a movimentação política também passou a ser associada ao calendário eleitoral. A exposição dos votos poderia colocar os parlamentares diante de uma escolha delicada: contrariar os servidores ou enfrentar o desgaste político de votar contra o reajuste.
A sessão desta quarta-feira deixou, portanto, uma pergunta que ganhou força nos corredores da Assembleia: quem não apareceu no plenário quando chegou a hora de votar o RGA dos servidores do Judiciário?
















