Chefe de Gabinete da Câmara de Cuiabá é alvo de operação que investiga fraude de R$ 22 milhões na Metamat
Nomeado em janeiro, Rafael Francisco Pinto é investigado por suposta participação em esquema de desvios em contratos de poços artesianos; vereadora Baixinha Giraldelli defende seu ex-assessor.
Rafael Francisco Pinto, atual chefe de gabinete parlamentar da presidência da Câmara Municipal de Cuiabá, é um dos alvos da Operação Poço Sem Fundo, que apura um esquema de R$ 22 milhões em fraudes na Companhia Mato-Grossense de Mineração (Metamat). A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), mira contratos irregulares para perfuração de poços artesianos em municípios do estado.
Nomeado oficialmente no cargo pela presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (gestão 2025), Rafael integrava até o fim de 2024 a equipe da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que o indicou para o posto. Apesar de medidas cautelares o impedirem de assumir funções no Executivo estadual, ele segue em um cargo estratégico no Legislativo municipal.
Segundo a Polícia Civil, as suspeitas recaem sobre sua atuação como servidor da Metamat, onde teria participado do suposto esquema. A vereadora Baixinha afirmou que os fatos investigados “não têm relação” com o trabalho de Rafael na Câmara e declarou “confiança em sua inocência”. No entanto, a nomeação no gabinete da presidência e o vínculo político com a parlamentar dificultam o distanciamento do caso.
A situação gera pressão sobre a gestão legislativa e levanta dúvidas sobre os critérios de nomeações em meio ao escândalo. Procurada, a presidência da Câmara ainda não se pronunciou.
Operação Poço Sem Fundo
A investigação apura superfaturamento e desvios em contratos da Metamat, com indícios de que parte dos recursos destinados a poços artesianos em cidades carentes foi desviada por meio de empresas fantasmas. Até o momento, a operação já cumpriu mandados de busca e apreensão, e os investigados podem responder por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Enquanto o caso avança, a permanência de Rafael no cargo deve alimentar debates sobre transparência e responsabilidade política na administração pública.






















