Em votação histórica realizada na terça-feira (16), o deputado federal Emanuel Pinheiro Neto, conhecido como Emanuelzinho (MDB-MT), foi um dos únicos dois parlamentares de Mato Grosso a votar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, aprovada por 344 votos a 133. A medida, que dificulta a abertura de processos criminais e a prisão de deputados e senadores, contou com apoio integral da bancada bolsonarista de MT, mas encontrou resistência no jovem deputado, que consolidou um perfil coerente com pautas populares ao longo de seus sete anos de mandato.
Dos oito representantes do estado na Câmara, apenas Emanuelzinho e Juarez Costa (MDB) votaram contra a PEC. Os demais — Gisela Simona (União Brasil), José Medeiros (PL), Nelson Barbudo (PL), Rodrigo da Zaeli (PL), Coronel Assis (União Brasil) e Coronel Fernanda (PL) — apoiaram a proposta, que estabelece que será necessário aval da maioria dos parlamentares, em voto secreto, para autorizar processos contra congressistas. A PEC também amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos com assento no Congresso.
Histórico de defesa de causas sociais
A postura de Emanuelzinho reforça um padrão de atuação incomum na bancada mato-grossense. O parlamentar de 30 anos foi:
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🔹 O único de MT a assinar a PEC pelo fim da escala de trabalho 6×1;
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🔹 Relator do projeto que isenta de IR trabalhadores que ganham até dois salários mínimos — e defende a ampliação para R$ 5 mil;
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🔹 Autor da proposta de congelamento de parcelas do FIES durante a pandemia, com argumentos de justiça social;
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🔹 Defensor de projetos de transparência nas contas públicas e ex-integrante do Comitê Federal de Crise da COVID-19.
Perfil de nova geração e repercussão
Formado em Ciências Políticas, Emanuelzinho representa uma nova geração de políticos no estado. Vice-líder do governo Lula e com passagem pelo PTB, mantém uma atuação alinhada a questões sociais, mesmo em um partido de centro. Sua votação contra a PEC da Blindagem foi elogiada por movimentos sociais em Mato Grosso, que destacaram sua coerência, mas também gerou críticas de setores conservadores.
Próximos passos
A PEC segue agora para análise do Senado Federal, onde precisará de pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores. A proposta deve enfrentar resistência, especialmente do presidente da Comissão de Constituição e Justiça, senador Otto Alencar (PSD-BA).
Enquanto isso, Emanuelzinho reforça seu papel como voz dissonante em uma bancada majoritariamente alinhada a agendas conservadoras — um posicionamento que amplia seu diálogo com bases progressistas e working class do estado.






















