Hugo Lima é conhecido nos bastidores do Palácio Paiaguás como homem de confiança de Gallo. Mas a relação entre os dois vai além da esfera pública. Documentos da Junta Comercial apontam que Hugo é sócio da esposa de Rogério Gallo na empresa Guatá Energia

VAI VENDO: Conexões entre procurador, ex-secretário da Fazenda e Banco Master levantam suspeitas de conflito de interesse em MT

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Duas publicações no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso, no dia 1º de junho de 2023, aparentemente rotineiras, revelam, ao serem analisadas em conjunto, uma rede de relações entre interesses públicos e privados que merece atenção. Naquele mesmo dia, foi oficializada a cessão do procurador do Estado Hugo Fellipe Martins de Lima para um cargo comissionado na Secretaria de Fazenda (Sefaz), então comandada por Rogério Gallo — hoje presidente do Banco Central. Na mesma edição, o governo autorizava o Banco Master S/A a operar crédito consignado com os servidores estaduais, por meio do convênio nº 026/2023, com vigência de cinco anos e permissão para descontos diretos em folha de pagamento.

Figura discreta e de perfil técnico, Hugo Lima é conhecido nos bastidores do Palácio Paiaguás como homem de confiança de Gallo. Mas a relação entre os dois vai além da esfera pública. Documentos da Junta Comercial apontam que Hugo é sócio da esposa de Rogério Gallo na empresa Guatá Energia — sociedade que reacende o debate sobre a frágil separação entre funções públicas e interesses privados no alto escalão do governo estadual.

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A situação ganha contornos ainda mais delicados quando se observa que, menos de dois anos depois, o Estado renovou convênio semelhante com o Banco Master. Em 22 de janeiro de 2025, o Diário Oficial publicou o termo nº 106/2024, mais um acordo milionário com a mesma instituição financeira, novamente com autorização para operar crédito consignado junto aos servidores estaduais. Os dois convênios — com vigência superposta — foram firmados durante gestões em que Hugo Lima teve atuação direta ou influência técnica e jurídica.

A sucessão desses atos públicos, firmados por agentes com vínculos societários privados, levanta questionamentos sobre a existência de possíveis conflitos de interesse. A atuação de Hugo Lima, com papel relevante nas articulações institucionais e contratuais dentro da Sefaz, reforça a necessidade de investigação por parte dos órgãos de controle e fiscalização.

Em tempos de crescente preocupação com a transparência e a ética no serviço público, o caso evidencia como conexões discretas, porém estratégicas, podem influenciar decisões de grande impacto financeiro no âmbito do governo estadual. (com informações blogdopopo)

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