Fim da eleição define composição do Senado em 2027, com 13 partidos

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Com o encerramento das eleições neste domingo (25), está praticamente definida a composição do Senado a partir de fevereiro de 2027, ressalvadas possíveis mudanças de partido. O Partido Liberal (PL) terá a maior bancada, com 29 dos 81 senadores. O cenário considera os 54 parlamentares eleitos em 4 de outubro, os 27 mandatos que seguem até 2031 e as substituições decorrentes da eleição de senadores para os governos estaduais. 

O Partido dos Trabalhadores (PT) deverá ter 10 senadores, seguido pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com oito, e pelo Progressistas (PP), com seis. União Brasil e Republicanos terão cinco representantes cada; Partido Social Democrático (PSD) e Partido Socialista Brasileiro (PSB), quatro cada; Novo, três; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e Podemos, dois cada; e Rede e Partido Democrático Trabalhista (PDT), um cada. O senador Romário (RJ) permanece sem partido. 

A bancada feminina terá 19 integrantes, o equivalente a 23,5% das 81 cadeiras, considerando as 12 mulheres eleitas em outubro e outras sete que exercerão mandatos iniciados em 2023. Entre elas está Cheila Moreira (PT-AM), primeira suplente de Omar Aziz (PSD-AM), eleito governador do Amazonas no segundo turno. 

Renovação

Dos 54 mandatos disputados neste ano, 40 serão ocupados por novos senadores, uma renovação de 74%. Entre os 32 parlamentares que tentaram a reeleição, 14 permanecerão na Casa, o equivalente a 43,7%. As outras 27 cadeiras não foram disputadas porque os titulares foram eleitos em 2022, para mandatos que terminam em janeiro de 2031. 

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Mesmo entre essas 27 vagas haverá mudanças, além de Cheila Moreira na vaga de Omar Aziz. Em Minas Gerais, Alex Diniz (PL) assumirá a cadeira de Cleitinho (Republicanos), eleito governador. No Paraná, Luís Felipe Cunha (PL) substituirá Sergio Moro (PL), também eleito governador no primeiro turno. Alan Rick (Republicanos-AC) e Professora Dorinha Seabra (União-TO), derrotados no segundo turno para os governos estaduais, permanecerão nos mandatos. 

Paraná 

A composição da Casa ainda depende de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, ou 25,14% dos votos válidos. O questionamento tem origem na decisão do próprio TSE que, em 2023, cassou o registro de deputado federal de Dallagnol por considerar que a exoneração do Ministério Público Federal, em 2021, buscou evitar processos disciplinares e contornar as restrições da Lei da Ficha Limpa. 

Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deferiu o registro da candidatura, mas a decisão foi contestada no TSE. Em 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro, em decisão individual. No dia seguinte, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu os efeitos dessa decisão, o que permitiu a contabilização dos votos até que o Plenário analise o caso. O julgamento estava previsto para 8 de outubro, mas foi adiado a pedido da defesa, sem nova data anunciada.

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Se o TSE confirmar o indeferimento do registro de Dallagnol, os votos recebidos por ele serão anulados e deverá ser realizada uma eleição suplementar no Paraná, apenas para preencher essa vaga no Senado. A decisão poderá alterar a composição partidária projetada para 2027.

Mulheres no Senado em 2027

Doze senadoras foram eleitas em 2026; representação feminina poderá alcançar 19 cadeiras

Total: 81 cadeiras no Senado

19 mulheres senadoras (23,5%)

62 homens (76,5%)

Quadro geral

Senadoras eleitas em 2026 12

Mandatos de 2023 a 2031 7

*Projeção sujeita a mudanças partidárias, substituições e decisões da Justiça Eleitoral

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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