O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), sancionou uma lei que cria um esquema de segurança exclusivo para si, seus familiares, a vice-prefeita e até parentes por afinidade — como sogros e cunhados —, utilizando efetivo e recursos da Polícia Militar. A medida, revelada pelo site Platô BR e destacada na coluna do jornalista Guilherme Amado, foi ironicamente apelidada de “Trem da Alegria”por transformar a segurança pública em um benefício personalizado bancado pelos cofres municipais.
O texto da nova legislação escancara o uso da máquina estatal para blindar o círculo íntimo do prefeito sob o pretexto de “segurança institucional”, ampliando privilégios em detrimento da população. Enquanto escolas da periferia carecem de vigilância, bairros enfrentam a ausência da Guarda Municipal e a criminalidade avança, a gestão de Brunini optou por priorizar a própria proteção e a de seus aliados, em um movimento típico de governos autocráticos.
A medida já gera repercussão negativa nacional, acendendo um alerta sobre o uso político das forças de segurança em Mato Grosso. Críticos apontam que a gestão de Abílio se afasta cada vez mais das prioridades públicas, convertendo o aparato estatal em um mecanismo de favorecimento pessoal.
Enquanto isso, moradores de regiões vulneráveis de Cuiabá seguem sem respostas efetivas para a onda de violência, evidenciando a desigualdade no acesso à segurança — que, pelo visto, agora tem dono: o prefeito e sua família.






















