Documento associa a proteção da bebida sagrada e da liberdade religiosa à defesa dos povos indígenas e da floresta; coluna de opinião no Brasil de Fato repercute a iniciativa

A cinco dias do 2º turno, pesquisadores das religiões ayahuasqueiras divulgam carta em defesa da democracia e apoio a Lula

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Cinco dias antes do segundo turno da eleição presidencial, um grupo de pesquisadores e universitários ligados às tradições ayahuasqueiras divulgou um manifesto em defesa da democracia e do voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Assinada por antropólogos, linguistas e cientistas sociais, a carta defende que a proteção das religiões que usam a ayahuasca depende de uma posição ativa em favor dos povos indígenas e dos biomas brasileiros.

A iniciativa foi comentada pela jornalista Caroline Apple, autora da coluna “Psicodelia Brasileira”, no Brasil de Fato. Ela é daimista, ayahuasqueira e psiconauta, e escreve sobre autoconhecimento e espiritualidade com viés politizado. Em sua reflexão, Caroline questiona como falar de amor, cura e conexão com a natureza sem considerar as condições de vida e os territórios ao redor, e afirma que espiritualidade e política não estão separadas. Trata-se de texto de opinião: o próprio veículo informa que esse tipo de conteúdo não expressa necessariamente a sua linha editorial. brasildefatobrasildefato

O que diz o documento

Segundo o relato da coluna, o manifesto aponta uma contradição em grupos que consomem medicinas tradicionais amazônicas, mas apoiam projetos políticos associados ao desmatamento e à omissão diante do garimpo ilegal. Para os signatários, defender o Santo Daime e a ayahuasca exige também apoiar os povos indígenas e preservar os biomas, hoje ameaçados, na visão deles, pela bancada conservadora ligada a Jair Bolsonaro.

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Os pesquisadores defendem ainda a continuidade de pesquisas públicas, a autonomia das comunidades tradicionais e a manutenção de diretrizes baseadas no pluralismo religioso. O texto adverte que o silêncio diante das eleições de 2026 pode abrir espaço para retrocessos e para a estigmatização das práticas da floresta.

A base legal em jogo

A mobilização lembra uma conquista histórica do campo: o uso ritual e religioso da ayahuasca é autorizado no Brasil por resolução do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), de 2010. A carta cita a Resolução nº 1/2010 como marco do reconhecimento da liberdade religiosa dessas tradições.

informações: Brasil de Fato

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