O deputado estadual Wilson Santos (PSD) afirmou, durante sessão ordinária desta quarta-feira (19.08), que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) negou pedido de habeas corpus apresentado pelo ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo para tornar facultativo seu comparecimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Da tribuna, Wilson destacou que Gilberto havia afirmado publicamente que não tinha nada a esconder e que teria “prazer imenso” em comparecer à CPI. O parlamentar, então, contrapôs a declaração à tentativa do ex-secretário de obter na Justiça o direito de não comparecer à comissão.
“O ex-secretário disse para imprensa que gostaria de comparecer à CPI da Saúde, que não devia nada, que quem não deve não teme, que ele não tem nada a esconder e que ele teria um prazer imenso de vir à CPI. Mas ele deu entrada no habeas corpus pedindo para que o Tribunal o liberasse, facultasse a sua vinda”, declarou.
Segundo Wilson, a ALMT ainda não havia sido oficialmente notificada da decisão judicial até o momento do pronunciamento, mas a informação recebida pela comissão era de que o pedido havia sido negado.
“Ele está convocado, data marcada: 26 de agosto, 14 horas. Gilberto Figueiredo estará aqui na CPI da Saúde”, afirmou.
A convocação do ex-secretário foi aprovada pela CPI no dia 10 de junho. Conforme Wilson, os documentos e autos reunidos pela comissão já foram disponibilizados para que Gilberto e sua assessoria jurídica possam conhecer o conteúdo das apurações antes do depoimento.
Wilson também chamou atenção para o volume de recursos movimentados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) durante o período em que Gilberto esteve à frente da pasta e atuou como ordenador de despesas.
Segundo o deputado, a Secretaria recebeu quase R$ 30 bilhões durante a gestão do ex-secretário. Somente entre 2020 e 2025, conforme os números apresentados pelo parlamentar, Gilberto teria autorizado mais de R$ 1,1 bilhão em pagamentos realizados com e sem licitação.
“Somente no período de 2020 a 2025, sob a sua gestão, em que ele, Gilberto Figueiredo, foi ordenador de despesas, ele pagou mais de R$ 1 bilhão e 100 milhões com e sem licitação”, disse.
Entre os assuntos que devem entrar no depoimento está a Operação Espelho, que investigou supostas fraudes e desvios em contratos de serviços médicos no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, com suspeita de prejuízo milionário aos cofres públicos.


















