Inclusão, tecnologia e saúde estão entre as apostas da professora Kelina Souza, do Colégio Maxi Cuiabá; planejamento e atenção ao recorte temático são essenciais na preparação

Enem 2026: veja possíveis temas de redação e erros que podem custar pontos

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Neurodivergência, refugiados climáticos, uso excessivo de telas e saúde mental estão entre os assuntos que podem aparecer na redação do Enem 2026, na avaliação da professora Kelina Souza, que leciona no 3º ano do ensino médio e no extensivo do Colégio Maxi Cuiabá, integrante do Grupo Salta. A menos de um mês da prova, ela aposta em inclusão, tecnologia e saúde como eixos para orientar o estudo dos candidatos. Porém, alerta que apostar em temas não substitui a preparação para construir um bom texto.

“Vale lembrar, porém, que nós, professores de redação, não gostamos de chutar o tema, pois isso, embora massageie o ego, não garante nota boa no texto”, afirma.

Na avaliação de Kelina, as propostas dos últimos anos têm valorizado discussões com uma abordagem mais inclusiva. Nesse cenário, questões relacionadas a grupos vulneráveis estão entre as possibilidades para a edição deste ano.

“Nos últimos anos, é possível perceber que o Enem vem valorizando temas com uma abordagem mais inclusiva”, explica. Entre os assuntos que considera possíveis estão os desafios enfrentados por pessoas neurodivergentes e por refugiados climáticos.

O segundo eixo é a tecnologia. A professora chama a atenção para os efeitos da presença cada vez maior do mundo digital na rotina da população, com possibilidades de discussão sobre uso excessivo de telas, jogos e inteligência artificial.

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Na área da saúde, as apostas envolvem tanto aspectos físicos quanto emocionais. Kelina cita os efeitos da busca excessiva por um padrão corporal magro e questões relacionadas à ansiedade e ao burnout. As sugestões são possibilidades de estudo, sem garantia de que serão escolhidas para a prova.

Planejar antes de escrever

Para a professora, o primeiro passo é organizar as ideias antes de começar a redação. O estudante deve definir a tese, ou seja, o ponto de vista que defenderá, selecionar os argumentos e pensar em uma proposta de intervenção para o problema apresentado.

“Primeiro, planejar bem o texto, pensando na tese, que precisa aparecer ainda na introdução, nos argumentos, os quais estarão dispostos no desenvolvimento, e na proposta de intervenção, que vem na conclusão da redação”, orienta.
Esse planejamento ajuda a manter uma linha de raciocínio ao longo do texto. A proposta de intervenção deve responder ao problema discutido e estar conectada aos argumentos apresentados.

A orientação está alinhada à cartilha do Inep, que exige um texto dissertativo-argumentativo, com defesa de um ponto de vista e proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. A redação integra o primeiro dia do Enem, em 8 de novembro, e pode alcançar 1.000 pontos.

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Atenção ao que o tema pede

Outro cuidado é compreender exatamente o recorte apresentado na prova. Conhecer o assunto geral não basta, uma vez que o candidato precisa responder ao problema específico proposto, sem deixar de abordar seus elementos centrais.

“Uma observação muito importante é não se esquecer de contemplar todas as palavras importantes do recorte temático”, destaca Kelina.

O alerta é para o risco de tangenciamento, quando o estudante aborda apenas parte do tema. Por isso, a leitura atenta da proposta deve orientar tanto o planejamento quanto a revisão da redação.

Depois de concluir o rascunho, a professora recomenda reservar tempo para reler o texto e corrigir problemas que possam comprometer a clareza.

“Depois de finalizar o rascunho, é preciso ler com atenção para corrigir os possíveis erros de gramática ou de coesão”, afirma.

Aprovações em universidades

As orientações vêm de uma das instituições que integram o levantamento parcial de resultados do Grupo Salta em Mato Grosso. Segundo os dados fornecidos pelas escolas, estudantes dos colégios Master, Maxi e CIE somam mais de 420 aprovações em vestibulares e seleções nacionais de 2026, incluindo cursos como Medicina, Engenharias, Direito e Relações Internacionais.

O levantamento também registra 35 aprovações entre as dez primeiras colocações em cursos de universidades públicas.

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