Justiça Comunitária leva atendimento oftalmológico a 400 reeducandos em Sinop

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Caminhão do projeto "Justiça Comunitária" estacionado ao ar livre. O baú preto traz adesivo com o nome do programa, fotos de pessoas e o símbolo da Justiça na traseira.A
Justiça Comunitária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou uma
edição do Projeto Visão Solidária na Penitenciária Drº Osvaldo Florentino Leite
Ferreira, em Sinop. A ação levou atendimento oftalmológico às pessoas privadas
de liberdade, com o intuito de contribuir para a melhoria da saúde dessa
população e abrir caminhos para novas oportunidades.

Entre
os dias 21 e 25 de setembro, foram realizados 400 atendimentos, com uma média
de 80 consultas por dia. A iniciativa contou com a Carreta Oftalmológica
disponibilizada pela Justiça Comunitária e alcançou reeducandos previamente
identificadas pela direção da unidade, a partir de um levantamento realizado
pelo Núcleo de Saúde.

Consultório oftalmológico móvel moderno em trailer, com profissionais de jaleco branco realizando exames de vista em dois pacientes. Há equipamentos clínicos, tabela Snellen e divisória azul.Além
das consultas, a ação também forneceu óculos para quem teve indicação após a
avaliação. Das 400 pessoas atendidas, 337 receberam lentes e armações, doadas
por meio de uma parceria com o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), ampliando o
acesso ao cuidado com a visão dentro da própria unidade prisional.

O
coordenador estadual da Justiça Comunitária, juiz José Antonio Bezerra Filho
destacou que, ao levar atendimento oftalmológico para dentro da penitenciária
de Sinop, o programa do TJMT mais uma vez cumpriu com o propósito de aproximar
pessoas de serviços que podem transformar suas realidades.

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“Quando
conseguimos levar esse atendimento para dentro de uma unidade prisional,
estamos ajudando a superar uma barreira de acesso e mostrando que o cuidado com
a saúde também precisa fazer parte do processo de reconstrução de vidas e de
preparação para o retorno à sociedade”, apontou o magistrado.

O
levantamento das necessidades dos reeducandos foi feito pela própria equipe de
saúde prisional, que identificou pacientes durante os atendimentos de rotina.
Também foram considerados encaminhamentos feitos por professores da escola da
unidade e pessoas que já aguardavam consulta oftalmológica, além de um
rastreamento realizado pela equipe nos raios da penitenciária.

Para
a coordenadora de Saúde Penitenciária, Olga A. Leiva Cabelho de Santana, a
iniciativa representou um marco para a unidade que é considerada uma das
maiores do estado. Segundo ela, levar esse atendimento aos reeducandos
significa ampliar o acesso à saúde e, ao mesmo tempo, contribuir para a
reinserção social por meio dos estudos e trabalho.

Durante
o Projeto Visão Solidária, também foram identificadas pessoas que precisam de
avaliação para possíveis cirurgias de catarata e glaucoma, que serão
encaminhadas para regulação pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

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“Isso
favorece não apenas a saúde, mas também todo um processo de reinserção social.
Essas pessoas privadas de liberdade terão mais qualidade de visão e isso
impactará nos estudos e no trabalho, como na fábrica de costura. Então, o
projeto foi importante para dar qualidade de vida e melhorar as oportunidades”,
avalia Olga.

A
ação na penitenciária de Sinop foi realizada a partir de uma solicitação da
Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), por intermédio da Coordenadoria de
Saúde Penitenciária, da Superintendência de Políticas Penitenciárias e do
Gabinete da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária. O trabalho
contou ainda com a parceria do Conselho da Comunidade, por meio do Juízo da
Execução Penal de Sinop. 

Fonte: TJMT

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