TJMT abre Semana da Conciliação com incentivo ao diálogo e à pacificação social

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Mulher de camiseta branca com logo azul conduz sessão de conciliação em mesa oval, com advogado de terno, jovem de camisa do Senai e duas pessoas de costas.Uma
conversa pode evitar um processo, encurtar caminhos e, principalmente, resolver
problemas que uma sentença nem sempre consegue solucionar. É com essa proposta
que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) abriu, nesta terça-feira (3), a
21ª Semana Nacional da Conciliação. A iniciativa, realizada no Complexo dos
Juizados Especiais de Cuiabá, mobiliza o Judiciário em todo o estado até
sexta-feira (6), com audiências voltadas à construção de acordos e à
pacificação social.

Promovida
anualmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a campanha reúne tribunais
de todo o país para incentivar o diálogo como alternativa à judicialização. Em
Mato Grosso, as audiências são realizadas pelos Centros Judiciários de Solução
de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) de todas as comarcas.

Homem de cabelos curtos, paletó bege e camisa azul-petróleo fala ao microfone, com bandeiras ao fundo e outras pessoas atrás dele.O
presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos
(Nupemec), desembargador Mário Kono, destacou que a conciliação representa uma
forma mais democrática de participação das pessoas na resolução de seus
próprios problemas. “É muito mais rápido, muito mais prático, menos oneroso e
mais eficiente. O objetivo continua sendo mostrar a todo o sistema de Justiça
que vale a pena apostar nesse método”, afirmou. O magistrado também lembrou que
o TJMT conquistou, neste ano, reconhecimento nacional pelo desempenho na
utilização de soluções autocompositivas, com o primeiro lugar na XVI edição do
Prêmio Conciliar é Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Homem de terno azul e gravata vermelha fala ao microfone em um evento. Ao fundo, bandeiras institucionais e pessoas atentas.O
supervisor dos Juizados Especiais, desembargador Sebastião de Arruda Almeida,
ressaltou que a conciliação vai além de encerrar um processo: busca solucionar
efetivamente o problema das pessoas. “Para nós, do Poder Judiciário, o mais
fácil é dar uma sentença. Mas isso vai resolver o problema? Vai trazer a
efetiva pacificação social? É justamente essa solução que a conciliação e a
mediação podem proporcionar”, destacou.

O
desembargador também anunciou iniciativas para ampliar a divulgação da cultura
da conciliação, incluindo ações junto a faculdades e à Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), com o objetivo de aproximar os futuros profissionais do Direito
dos métodos consensuais.

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Diálogo
aberto a todos

A
coordenadora do Nupemec, juíza Cristiane Padim da Silva, explicou que a Semana
Nacional da Conciliação é uma oportunidade para que as pessoas busquem soluções
tanto para conflitos que já chegaram à Justiça quanto para situações queMulher de cabelos cacheados e loiros, com camiseta branca e colar, é entrevistada por microfone da TJMT TV diante de painel do evento. ainda
não se transformaram em processos judiciais. “Conciliação quer dizer diálogo,
conversa, construção de uma solução. É uma oportunidade para sentar, conversar
e buscar uma solução que atenda a todos”, explicou.

A
magistrada reforçou que não é necessário ter um processo em andamento para
procurar o Judiciário. O interessado pode acessar o site do TJMT, selecionar o
Cejusc de sua comarca e buscar orientações para iniciar uma tentativa de
conciliação.

No
Complexo dos Juizados Especiais de Cuiabá, a expectativa é realizar mais de mil
audiências durante a semana. Segundo a gestora do Cejusc dos Juizados, Raniele
Farias, osMulher de cabelos longos e pretos, óculos e camiseta branca com colar é entrevistada por microfone da TJMT TV, em frente a painel do evento. atendimentos abrangem diferentes tipos de conflitos, como questões
de vizinhança, cobranças e relações de consumo. “É importante frisar que as
pessoas podem buscar a conciliação independentemente de ter um processo
judicial. Quando as partes dialogam e decidem juntas o que querem, o resultado
costuma ser mais proveitoso para todos”, explicou.

Raniele
também lembrou que a conciliação não se limita à campanha. Os Cejuscs
permanecem disponíveis durante todo o ano, com atendimento presencial e
virtual.

Empresas
recebem Selo Amigo dos Juizados

Dois troféus do Selo Amigo dos Juizados Especiais, categoria Bronze 2026, com bases pretas identificadas com as marcas Claro e Energisa.A
solenidade de abertura também marcou a entrega do Selo Amigo dos Juizados
Especiais à Energisa Mato Grosso e à Claro S/A. As duas empresas são as
primeiras a aderir publicamente ao programa, assumindo o compromisso de
priorizar o diálogo e a solução consensual dos conflitos com os consumidores.

Mulher de cabelos castanhos fala ao microfone vestindo blusa clara. Ao fundo, pessoas desfocadas em ambiente interno com bandeiras.A
diretora do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (Daje), Shusiene
Machado, explicou que a iniciativa busca aproximar empresas e cidadãos,
reduzindo a judicialização e facilitando a resolução de demandas. “É uma forma
de ter um olhar mais atento ao cidadão, diminuir os litígios e facilitar o
diálogo para chegar a um acordo. É uma maneira de entregar à sociedade uma
solução mais rápida e consensual”, afirmou.

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O
selo prevê quatro níveis de reconhecimento: bronze, prata, ouro e diamante,
conforme o desempenho das empresas em critérios como acordos homologados,
atendimento ao consumidor, capacitação de colaboradores e redução de novos
processos. A primeira classificação oficial será realizada em janeiro de 2027.
Neste primeiro momento, as empresas receberam o selo de adesão ao programa.

Homem de cabelos cacheados, barba grisalha, terno preto e gravata azul, com microfone de lapela, posa em evento com bandeiras e convidados ao fundo.Representando
a Energisa Mato Grosso, o gerente jurídico Marcelo Reberte de Marque destacou a
parceria com o Tribunal de Justiça e a importância de buscar soluções que
preservem a relação entre empresa e consumidor. “Ficamos muito felizes com esse
reconhecimento. Há bastante tempo trabalhamos em parceria com o Tribunal de Justiça,
principalmente em pautas concentradas de conciliação. Buscamos resolver as
questões o mais rápido possível para que possamos continuar nossa relação com o
cliente”, afirmou.

Acordo
traz previsibilidade

Mulher sorridente, de óculos de armação quadrada, cabelo preso e colete verde listrado, posa ao lado de bandeiras e de banner do evento de 2026.A
importância da conciliação também é reconhecida por quem participa diretamente
das audiências. A advogada Gleice Ellen de Brito, que acompanhava uma audiência
envolvendo uma questão de direito do consumidor, avaliou que o acordo oferece
mais segurança e rapidez para as partes. “Eu acho ótimo, porque tudo o que você
consegue resolver por meio de acordo traz previsibilidade, certeza e uma
solução rápida”, comentou.

A
advogada contou que já participou de outras audiências de conciliação,
inclusive na edição anterior da campanha. Mesmo quando não há acordo, considera
que o encontro permite conhecer a posição da outra parte e compreender melhor
os caminhos possíveis para solucionar o conflito.

 

Fonte: TJMT

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