A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, candidata a deputada federal pelo União Brasil, afirmou à Polícia Civil que não lembrava onde tinha guardado uma carta onde supostamente recebeu ameaças e revelava articulações para atingir a imagem dela e do marido, o ex-governador Mauro Mendes (União).
As declarações foram dadas por Virgínia em oitiva realizada pela Delegacia de Repressão e Crimes Informáticos (DRCI) de Cuiabá, no dia 4 de dezembro de 2025.
Curiosamente, mesmo sem dispor de qualquer prerrogativa por função, já que não ocupava nenhum cargo na estrutura do governo, Virgínia foi ouvida pelo delegado Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, chefe da DRCI, em seu gabinete, no Palácio Paiaguás, quando exercia o “cargo” formalmente inexistente de voluntária no governo do estado.
Em depoimento à Polícia, Virginia afirmou que não sabia onde tinha guardado a carta que recebeu com supostas ameaças. Contou que recebeu telefonema de sua funcionária que lhe repassou informações sobre o recebimento do documento. No dia da entrega, Virgínia contou que estava em São Paulo e só chegou um dia depois.
Questionada sobre o paradeiro da carta, Virgínia contou que não sabia onde tinha guardado o documento.
Ela só entregou o materiao à DRCI em um segundo depoimento que prestou.
A empresária apontada como quem entregou o documento na casa de Virginia denunciou à Polícia Federal que o documento entregue à DRCI por Mauro e Virginia foi adulterado.
Ela é ex-namorada do Sargento Eros Araujo, que fazia a segurança da ex-primeira-dama.
Conforme o Isso É Notícia revelou, a DRCI indiciou os suspeitos, mas o Ministério Público não viu prática de crime e que a Polícia forjou o indiciamento sem qualquer elemento probatório da prática de crimes pelos envolvidos.
O que diz a DRCI
Procurada pela reportagem para explicar porque Virginia foi ouvida em seu gabinete, a DRCI não se manifestou porque o inquérito é sigiloso.
Confira trecho do depoimento de Virginia:


















