A manifestação ocorreu em resposta à decisão da gestão municipal de alterar o cálculo do adicional de insalubridade

Profissionais de saúde vaiam Prefeito Abilio Brunini em protesto contra corte de insalubridade em Cuiabá, veja VÍDEO

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), foi alvo de intensas vaias e protestos de profissionais da saúde municipal em frente à Prefeitura de Cuiabá, nesta segunda-feira (30 de março de 2026). A manifestação ocorreu em resposta à decisão da gestão municipal de alterar o cálculo do adicional de insalubridade, uma medida que gerou grande insatisfação entre os servidores e que foi, inclusive, barrada por uma decisão judicial recente .
O vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que o prefeito é recebido com vaias e gritos de desaprovação pelos trabalhadores da saúde, que se reuniram para expressar sua indignação com o corte de um benefício considerado essencial para a categoria. A mobilização dos servidores reflete a preocupação com a redução de seus vencimentos e o impacto nas condições de trabalho .

O Contexto do Corte e a Decisão Judicial

A polêmica em torno do adicional de insalubridade ganhou força após a Prefeitura de Cuiabá anunciar a revisão dos percentuais pagos aos servidores. A gestão municipal justificou a medida como uma forma de cumprir um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público em 2023. Este TAC determinava que o cálculo do adicional de insalubridade deveria ser feito apenas sobre o salário base inicial de cada profissional, e não sobre o salário integral, como vinha ocorrendo .
No entanto, a decisão da prefeitura foi contestada judicialmente. Na última sexta-feira (27 de março de 2026), a Justiça de Mato Grosso determinou que o município se abstenha de reduzir, suprimir ou modificar o adicional de insalubridade pago aos servidores. A liminar proíbe qualquer alteração que implique na redução da remuneração dos trabalhadores, reforçando a proteção aos direitos dos profissionais da saúde .

Impacto e Repercussão Política

Estima-se que a mudança no cálculo do adicional de insalubridade afetaria cerca de quatro mil servidores em Cuiabá, o que explica a forte reação da categoria . O prefeito Abilio Brunini, por sua vez, tem defendido a medida como necessária para cumprir o TAC e evitar responsabilização por improbidade administrativa, mas também tem sugerido que há “contaminação política” no movimento dos servidores, atribuindo parte da mobilização a grupos que perderam as eleições .
O protesto em frente à prefeitura e a decisão judicial evidenciam a tensão entre a administração municipal e os servidores, em um cenário onde a saúde pública e os direitos dos trabalhadores se tornam pauta central de debate e confronto político.
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